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Após mais de 50 anos, sobrevivente relembra caso da "Bruxa da Sapolândia" que marcou o bairro Taquarussu

Moradora que viveu na casa de Célia de Souza quando era criança relata episódios de fome, violência e maus-tratos ocorridos na década de 1960, em um dos casos policiais mais marcantes da história de Campo Grande.

31 de julho de 2026, 09h32 · Por Por Clayton Neves | 30/07/2026.

Após mais de 50 anos, sobrevivente relembra caso da "Bruxa da Sapolândia" que marcou o bairro Taquarussu
Eduardo Recalde Cabral (Ceo Comunica Taquarussu)

Mais de cinco décadas após um dos episódios mais conhecidos da história de Campo Grande, o caso envolvendo a mulher que ficou conhecida como “Bruxa da Sapolândia” voltou a ganhar destaque com o relato de uma sobrevivente. A história aconteceu no bairro Taquarussu e marcou profundamente a memória da cidade.

Luzibete Larson dos Santos, atualmente com 63 anos, afirmou em entrevista ao Campo Grande News que viveu na residência de Célia de Souza quando tinha apenas nove anos de idade. Segundo ela, a família aceitou morar no local após a promessa de emprego feita por Célia aos seus pais, mas encontrou uma realidade marcada por fome, violência e constantes maus-tratos.

De acordo com o depoimento, adultos e crianças enfrentavam alimentação extremamente precária, chegando a consumir apenas arroz ou restos de alimentos. Luzibete também relembra que sua mãe era levada para um cômodo conhecido como “quarto da disciplina”, onde, segundo seu relato, sofria agressões físicas.

Entre as lembranças mais dolorosas está a morte do irmão, Jesus Aparecido Larson, de apenas três anos. A sobrevivente afirma que o menino foi vítima da desnutrição e dos maus-tratos enfrentados pela família durante o período em que permaneceu na casa.

O caso ganhou repercussão em 1969, quando a polícia encontrou corpos de crianças enterrados em covas rasas no quintal da residência localizada na Rua Dracena, no Taquarussu. A investigação resultou em um processo criminal que reuniu denúncias de espancamentos, fome e violência contra diversas pessoas que viviam no imóvel.

Apesar da gravidade das acusações, a Justiça absolveu Célia de Souza e os demais acusados em 1971, entendendo que não havia provas suficientes para estabelecer a relação entre os maus-tratos e as mortes das crianças.

Para Luzibete, entretanto, as marcas daquele período permanecem vivas. Ela afirma carregar até hoje as lembranças da violência sofrida pela família e diz que jamais esqueceu os acontecimentos vividos na infância.

O episódio permanece como um dos casos mais conhecidos da história policial de Campo Grande e faz parte da memória do bairro Taquarussu, onde ainda desperta curiosidade e diferentes versões sobre os fatos ocorridos na antiga residência.

Esta reportagem é uma adaptação jornalística baseada em entrevista e informações publicadas pelo Campo Grande News. Para conhecer a reportagem completa e os detalhes do caso, acesse o conteúdo original no portal do veículo.

Fonte: Esta reportagem é uma adaptação jornalística baseada em entrevista e informações publicadas pelo Campo Grande News..

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